Mandei que não fizesse enema, ou mesmo que evacuasse. Queria-o despreparado, como ele é nas mais corriqueiras situações. Sem banhos também. Queria os cheiros e as sujeiras, toda a miséria que pudesse expor. Que chegasse como quem chega de um exaustivo dia de trabalho, de uma longa jornada que o sufocasse, de uma vida torturante. Eu queria um homem cansado, com o corpo a implorar por alguns minutos de sono, de pausa, eu queria um homem entregue às suas necessidades mais primitivas.
Foi a bunda desse homem que eu abri. Observei o seu cu atentamente, cada detalhe de seu formato, cada prega, cada pêlo. Era meu o seu fim como macho. Eis o meu conselho: lamba o cu de um homem e capture sua essência, mordisque, molhe, rompa o seu segredo, cheire seu brio, desperte seu cio, coma-o inteiro: no cu está a alma de um homem.
Fodi aquela bunda com cuidado, procurando tudo o que aquele corpo pudesse me esconder. Minha pele enfiada na sua pele, em busca do avesso da sua beleza. O incômodo do homem me era reconfortante, sua preocupação estampada em suas expressões dissimuladas, seu pau mole, mostrava-me que o seu desconforto era além da dor que minha pica lhe causava. Eu cutucava o intestino com força, demorado, e percebia que o lixo daquele belo rapaz era iminente. Pedi para que não se preocupasse, deixasse seu corpo render-se.
O cheiro contaminava tudo. Foi insuportável. Aquele homem peidava, esvaía-se, o horror, um nojo. A minha repulsa era incontrolável, e aquele corpo se contorcia constrangido. A merda, a sua vergonha, a coisa mais última que se conquista de uma pessoa, eu o olhei, aquela criatura vulnerável à minha aversão, e à sua própria, e pensei no que enfim eu conseguira: eu o tinha por completo.
Foi a bunda desse homem que eu abri. Observei o seu cu atentamente, cada detalhe de seu formato, cada prega, cada pêlo. Era meu o seu fim como macho. Eis o meu conselho: lamba o cu de um homem e capture sua essência, mordisque, molhe, rompa o seu segredo, cheire seu brio, desperte seu cio, coma-o inteiro: no cu está a alma de um homem.
Fodi aquela bunda com cuidado, procurando tudo o que aquele corpo pudesse me esconder. Minha pele enfiada na sua pele, em busca do avesso da sua beleza. O incômodo do homem me era reconfortante, sua preocupação estampada em suas expressões dissimuladas, seu pau mole, mostrava-me que o seu desconforto era além da dor que minha pica lhe causava. Eu cutucava o intestino com força, demorado, e percebia que o lixo daquele belo rapaz era iminente. Pedi para que não se preocupasse, deixasse seu corpo render-se.
O cheiro contaminava tudo. Foi insuportável. Aquele homem peidava, esvaía-se, o horror, um nojo. A minha repulsa era incontrolável, e aquele corpo se contorcia constrangido. A merda, a sua vergonha, a coisa mais última que se conquista de uma pessoa, eu o olhei, aquela criatura vulnerável à minha aversão, e à sua própria, e pensei no que enfim eu conseguira: eu o tinha por completo.
(h.l.)

8 comentários:
ótimo o texto!!! tertu
Sublime!!
Aplausos..
Amei... adoro como escreve, tão verdadeiro, tão intenso!
Um beijo da fã,
Manyukeh
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Recortei, colei no e-mail e mandei pro dumuz com seu link. Ele vai amar esse texto.
Belíssimo.
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Recortei, colei no e-mail e mandei pro dumuz com seu link. Ele vai amar esse texto.
Belíssimo.
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Ahhhh e porque cargas d´água o rapazote não faz a delicadeza de enviar o MP3 da Piaf pra essa submissa que atendente pelo singelo pseudônimo de rose.:.SR no e-mail druuna@bol.com.br?
Tenativa de responder sua pergunta no meu bloguito: dumuz, é minha referência em submissão e sadomasoquismo.
É engraçado dizer isto, uma submissa que se espelha na submissão de uma pessoa que nasceu num corpo masculino? Não não é. É a mais pura verdade. No meu perfil do orkut, se vc procurar, vc encontra o dumuz na minha lista de amigos como Vania, porque dumuz e Vania são um só, são só um.
No meu blog, vc encontra este ser vivo ímpar no link - Imagens Poéticas de Vania e no link www.hospicionormal.blogspot.com (ele atualizou!!).
Na internet que é um poço sem fundo, vc encontra dumuz em trocentos lugares (cruzes é figurinha carimbada, pior que nota de 1 real), aqui http://notasclinicas.blogspot.com ele brinca de ser psicanalista e de analisar a si mesmo (e acredite muita gente já achou que o Dr Jaime existia!!), aqui neste link está o texto dele que eu já sei quase de cor de tanto que já o li (Freud na Masmorra) rsss http://www.femdombrasil.com.br/femdombrasil.htm e aqui tem poesias http://br.geocities.com/rainhafragil/dumuz2.html
Mas a resposta mais correta pra sua pergunta: "quem é dumuz?"... dumuz é minha amiga, hard love.
www.pensamentosubmisso.wordpress.com
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Um texto corajoso, se quer saber a primeira sensação que me veio. A segunda, um texto que impressiona pela qualidade literária.
Me lembrou Clarice Lispector.
Muito bom texto! Gosto muito de passear por aqui! E como já é velho e bom amigo da Casa, espero que não se incomode, mas tomei a liberdade de adicionar o link do seu blogger lá no meu cantinho!
Saudações,
{natasha}_Dominus Pater
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